Campus da Uni-CV tem de ser o farol do conhecimento ao serviço do desenvolvimento do País – ministro

Cidade da Praia, 04 Out (Inforpress) – O ministro da Educação, Amadeu Cruz, considerou hoje que o Campus da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) tem que ser o farol do conhecimento ao serviço do desenvolvimento do País, instigando a aprendizagem para a investigação.

Amadeu Cruz que fez esta consideração à imprensa, à margem da cerimónia de entrega do novo Campus à Uni-CV, explicou que o arranque da instituição marca o início no espaço, num ambiente apropriado para a aprendizagem e para a investigação, a nível superior e a nível da ciência.

Conforme apontou, é um marco para a história de Cabo Verde e do ensino superior, sendo um espaço também que propicia a integração da comunidade académica no seio da comunidade urbana.

“Queremos que seja o farol do conhecimento ao serviço do desenvolvimento do País e é nesta perspectiva que enquadramos o desenvolvimento institucional e científico da Uni-CV, que prossiga esses objectivos, formar quadros cabo-verdianos para integrarem nas dinâmicas económicas e sociais de Cabo Verde”, assinalou.

O ministro disse que o desejo é que as universidades estejam focadas numa linha de orientação e a UNICV está a tentar fazer isso, com o propósito de corresponder às expectativas do Governo, mas também da sociedade.

Quanto à sustentabilidade da instituição, indicou que o Estado garante o funcionamento da universidade, além de subsidiar os alunos com bolsas de estudos, mas, atestou, é natural que haja défice e necessidade de melhor equilíbrio de promoção da melhoria das condições de acesso e frequência do ensino superior.

“Para reduzirmos as assimetrias sociais, temos de aprofundar a análise aos mecanismos de financiamento, quer das instituições de ensino superior, quer também dos alunos”, frisou.

O novo campus da Universidade de Cabo Verde, na Praia, construído e financiado em 5.600 milhões de escudos (50,7 milhões de euros) pela China vai permitir receber 4.890 estudantes e 476 docentes.

Trata-se da maior obra da costa ocidental africana, ocupando uma área de 28.000 metros quadrados na zona do Palmarejo Grande, arredores da capital, com um total de 18 edifícios e 61 salas de aulas, 16 laboratórios informáticos, 34 laboratórios e biblioteca com oito salas de estudo.

HR/HF

Inforpress/Fim

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