Campanha “Beira no Coração” rendeu cerca de 3000 contos que serão canalizados a uma instituição moçambicana

Cidade da Praia, 12 Dez. (Inforpress) – O movimento da sociedade civil “Beira no Coração”, da primeira-dama, Lígia Fonseca, arrecadou cerca de três milhões de escudos da campanha levado a cabo no país e na diáspora (EUA e Itália) que serão revertidos a uma instituição moçambicana.

Lígia Fonseca fez este balanço no encerramento da campanha esta tarde no Palácio da Presidência, onde justificou que dos 2 756 604$00, as acções realizadas no país renderam 1 234 204$00, tendo os eventos realizados na Itália contribuídos com 667.900$00 ao passo que dos Estados Unidos da América foram canalizadas ao “Movimento Beira no Coração” 1 455.610$00.

Para se chegar a este montante, a primeira-dama destacou acções levadas a cabo como doações monetárias promovidas por empresas, Forças Armadas, instituições privadas e sociedade civil e doações de bens marcadas por algumas obras de pinturas doadas pelos artistas plásticos Tutu Sousa e Djudé, ou mesmo a firma Braz de Andrade com a dádiva de seis frigoríficos.

Beira no Coração pretende fazer com que toda a verba arrecadada seja revertida a uma instituição da Beira que realize um projecto de alojamento ou da construção de uma escola, de entre uma infoestrutura que se mostre necessária para melhorar a situação das crianças desta cidade moçambicana.

Lígia Fonseca disse que a organização desta campanha dá por satisfeita com “esta solidariedade”, alegando que Cabo Verde é um país pequenino, mas que conseguiu demonstrar a sua fraternidade, no sentido de dividir o pouco que tem com quem mais precisa.

Iniciada em finais de Março último, Beira no Coração teve o propósito de unir personalidades de vários quadrantes de actividade em prol de uma campanha alargada de recolha de fundos para apoiar as vítimas do ciclone Idai de Moçambique.

O movimento concretizou um plano de actividades ao longo desses meses, de forma a apoiar Moçambique na fase de reconstrução, através de acções concretas viradas para comunidades mais afectadas da província de Sofala, na cidade da Beira.

Segundo dados oficiais, a passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Malawi, fez pelo menos 786 mortos e afectou 2,9 milhões de pessoas.

Moçambique foi considerado o país mais afectado, com um registo de 468 mortos e 1.522 feridos, segundo as autoridades moçambicanas que apontam ainda que mais de 135 mil pessoas passaram a viver centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira.

SR/JMV

Inforpress/Fim

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