Cabo Verde tem registado “progressivos ganhos” em matéria de segurança sanitária dos alimentos – Governo

Cidade da Praia, 07 Jun (Inforpress) – O Governo disse hoje que Cabo Verde tem registado “progressivos ganhos” em matéria de segurança sanitária dos alimentos, “o que tem contribuído positivamente para o processo de desenvolvimento social e económico do país”.

Este ponto de vista foi manifestado pelo Executivo na sua mensagem alusiva ao Dia Internacional da Segurança Sanitária dos Alimentos que se comemora pela primeira vez hoje, dia 07 de Junho. O lema escolhido pelas Nações Unidas é “A Segurança Sanitária dos alimentos, uma responsabilidade de todos”.

Na sua missiva, o governo começa por reconhecer que, de facto, trata-se de um tema “muito pertinente”, pois, defendeu que não basta garantir a disponibilidade de alimentos para todos em termos de quantidade.

“É também fundamental que os mesmos sejam seguros, ou seja, isentos de contaminação, de modo a não pôr em risco a saúde humana. Infelizmente, isto constitui ainda um grande desafio para a maior parte dos países”, lê-se.

Citando a OMS, o Executivo informou que surgem, anualmente no Mundo, 600 milhões de casos de doenças transmitidas por alimentos não seguros e que três milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças transmitidas pela água e alimentos contaminados, afectando países em desenvolvimento e desenvolvidos.

“Esta situação afecta, sobretudo crianças e pessoas vulneráveis, particularmente nas zonas em conflitos ou atingidas por desastres naturais”, prosseguiu a mesma fonte, completando que “Cabo Verde tem registado progressivos ganhos, não só em matéria de acesso físico e financeiro aos alimentos, mas também no que tange à segurança sanitária dos mesmos”.

Facto que, segundo o Governo de Cabo Verde, tem contribuído “positivamente” para o processo de desenvolvimento social e económico do país e espelha-se na redução da mortalidade infantil, na diminuição da prevalência das doenças transmitidas através da água e dos alimentos e no aumento da esperança de vida da população.

“As políticas e estratégias em curso, definidas pelo Governo e pelos parceiros, contribuirão, seguramente, para a consolidação destes ganhos. A nossa população pode e deve ambicionar a excelência alimentar, apostando cada vez mais no consumo de alimentos seguros”, lê-se.

Na mesma nota, o governo escreve que, seguindo o apelo das Nações Unidas, todos têm a responsabilidade de contribuir na consecução deste importante desiderato, envidando esforços para a prevenção e boa gestão de riscos relacionados com a segurança sanitária dos alimentos: os produtores, as unidades de processamento e de comercialização, as entidades fiscalizadoras e reguladoras, os educadores, as instituições de saúde, a sociedade civil e, sobretudo, os próprios consumidores.

Prosseguindo, o governo fez “um forte” apelo à sensibilidade e acção de todos a favor do cumprimento das regras de higiene e salubridade na manipulação de alimentos, boas práticas de processamento e conservação dos mesmos, respeito pelas posturas municipais e demais normas relacionadas com esta problemática, aposta em tecnologias seguras de produção agrícola, pecuária e pesqueira, entre outros.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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