Cabo Verde serve a Angola de “barómetro e inspiração” pelos ganhos que tem alcançado – ministra do Turismo de Angola (c/áudio)

Santa Maria, 28 Mar (Inforpress) – A ministra do Turismo de Angola, Ângela Bragança, asseverou hoje na ilha do Sal, que Cabo Verde é um país que serve de “barómetro e inspiração” pelos ganhos que tem alcançado a nível do sector.

A governante angolana fez essas apreciações em entrevista à Inforpress, à margem do acto de abertura oficial da I Conferência Ministerial sobre turismo e transporte aéreo em África, que decorre desde quarta-feira na ilha, devendo terminar sexta-feira, na cidade turística de Santa Maria.

Para Ângela Bragança, o desenvolvimento do turismo e da aviação civil no continente, e no caso de Angola concretamente, são dois “importantes” desafios, estando-se a trabalhar no sentido de se estabelecer as pontes visando maior fluidez.

“Estamos a trabalhar, precisamente com o Ministério do Turismo para estabelecer as pontes, dar maior fluidez no plano nacional, em primeiro lugar, porque precisamos alavancar o turismo doméstico, mas também a nível regional”, apontou.

Nesta nova liderança, Ângela Bragança vai dizendo que Angola adoptou o turismo como uma das alavancas do desenvolvimento, e por isso o seu governo está “fortemente” engajado em transformar as estratégias e delinear programas que permitam, sobretudo, “andar mais rápido”.

“Cabo Verde é também um país que nos serve de barómetro e inspiração pelos ganhos que tem alcançado, mas nós estamos apostados em avançar. Este ano, em Maio teremos um Fórum Mundial de Turismo com a perspectiva, sobretudo, de captar investimentos”, disse.

Investimentos, conforme explicou, alinhados com as prioridades, já que se se não conseguir alinhar, disse, os resultados “não serão” os que se esperam.

“Então há uma forte expectativa. Por isso, estamos aqui os dois ministros, o dos Transportes também, e creio que será muito bom porque vamos caminhar juntos para melhorar o turismo naquilo que concerne o seu posicionamento, no âmbito da economia nacional”, desejou.

Questionada a pronunciar-se sobre os constrangimentos que condicionam o desenvolvimento do turismo em Angola, Ângela Bragança aponta os “preços elevados” da aviação aérea, rede obsoleta com “graves” restrições, e dificuldades das estradas, já que “muito danificadas”.

“Assim, resta pouca possibilidade de o turismo se desenvolver… então esta é a grande batalha”, considerou.

Quanto à possibilidade de céu aberto no mercado africano, a governante angolana disse ver isso com “boa expectativa”, já que há uma “grande adesão” ao Mercado Único de Transportes Aéreos em África (MUTAA), apontando que a “feliz notícia” prende-se com a retomada do voo da companhia angolana TAAG a Cabo Verde, aproveitando “este up” para ligações com outras partes do mundo.

“Creio que isto interconecta economias, povos, culturas (…), e o turismo então terá grandes resultados”, almejou, Ângela Bragança, congratulando-se com esta conferência que, conforme disse, vai incrementar o diálogo, na direcção de que o turismo é transversal.

SC/CP

Inforpress

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