Cabo Verde está a apostar na cobertura universal de saúde para garantir tratamento a todos – presidente do INSP

Cidade da Praia, 06 Abr (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional da Saúde Publica, Maria da Luz Mendonça, disse hoje que Cabo Verde está apostando na cobertura universal de saúde para que as pessoas possam receber um tratamento integral.

Maria da Luz Mendonça fez essas considerações em declarações à Inforpress, para falar sobre os passos que Cabo Verde está dando para não deixar ninguém para trás, tendo em consideração o lema do Dia Mundial da Saúde “Cobertura Universal: para todos e todas, em todos os lugares”, que se assinala domingo, 07.

“A cobertura universal em saúde é uma campanha que a Organização Mundial da Saúde está a liderar e que tem como objectivo fazer com que as pessoas tenham acesso aos cuidados de saúde sem esforço financeiro. Cabo Verde abraçou o projecto da cobertura universal que envolve tratamento integral, ou seja, promoção, prevenção primária e secundária, tratamento, reabilitação e reintegração na sociedade”, disse.

Para fazer face a este apelo da OMS, lembrou que o país tem um Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário, cuja visão do governo é garantir que todos os cabo-verdianos tenham acesso universal à saúde e saúde de qualidade.

No que tange a esta demanda, avançou que é preciso responder a um conjunto de estratégias, que vai desde reforço dos recursos humanos em saúde, equipamentos, promoção da atenção primária, passando pela capacitação de técnicos e agentes comunitário de saúde.

No entanto, explicou, para uma cobertura universal que dê vasão as atenções primárias, Cabo Verde, também, tem de primar para uma melhor segurança sanitária, sector que, segundo a presidente do INSP, está-se a trabalhar e a implementar serviços que respondam e façam face às epidemias.

Para isso, sublinhou, foi inaugurado no ano passado o Centro Nacional de Operações de Emergência e Saúde Pública, que trata da vertente de preparação, alerta e respostas precoce em situações de epidemia em saúde pública.

“Neste momento, já foi publicado o decreto lei que formaliza a Instância Nacional de Coordenação que tem a ver com a abordagem uma só saúde e que envolve a três saúde: humana, animal e ambiental, numa optica de se trabalhar conjuntamente a saúde universal”, realçou.

Conforme a presidente do INSP, a intenção é trabalhar a segurança sanitária que envolve segurança alimentar, água potável, entre outros.

Questionada sobre os dados que indicam melhorias do sector e a contradição de um hospital central que ainda padece de equipamentos de diagnóstico por imagem, Maria da Luz Mendoça explicou que o hospital da Praia possui exames de diagnóstico, e que quando não tem recorre ao sector privado visando assim assegurar o acesso aos cuidados de saúde.

Sublinhou ainda que o Serviço Nacional de Saúde tem assumido pagamento de exames realizados nos privados, desde que respondam a um critério de situações de urgências.

Sublinhou, no entanto, que o sector se está esforçando para fortalecer a capacidade de diagnóstico no país, e lembrou que a cobertura universal de saúde não passa apenas pelo diagnóstico e tratamento, mas também pela promoção da saúde e prevenção das doenças.

“Se promovermos a saúde vamos ter menos doença no futuro e é essa a aposta que devemos ter em conta quando garantirmos a cobertura universal. Precisamos ter legislação sobre esta matéria e promover um ambiente colectivo de mais saúde”, realçou.

Já no que tange ao tratamento, cura e reabilitação, serviços muito criticados pelas pessoas que necessitam este tipo de atendimento, a presidente do INSP defende a facilitação do acesso às pessoas com necessidades especiais para um cuidado de saúde igual para todos.

O acesso a diagnostico, consultas e medicamentos a uma determinada classe populacional deve, de acordo com Maria da Luz Mendonça, ser tido em consideração, pelo que neste aspecto é de opinião que, com a publicação do pacote de novos cuidados de saúde, vai haver maior facilitação de acesso de pessoas com deficiência e com problemas financeiros.

Lembra, no entanto, que a comparticipação é importante para que o sector possa conseguir cumprir com a cobertura universal de saúde para todos e em todos os lugares, sem descriminação.

Por isso, no âmbito do Dia Mundial da Saúde, o INSP agendou uma série de actividades com inicio sexta-feira, 05, até dia 06 , na rua pedonal do Plateau, de uma mega feira de saúde e exposição em stands com acessórios para cuidados de saúde e higiene, saúde preventiva, doenças crónicas, dietas alimentares, aconselhamento nutricional e exposição de plantas medicinais e produtos naturais.

Para domingo, 07, está prevista a realização de uma “Marcha com Saúde” com concentração e saída dos centros de saúde de Achada Trás, Achada Santo António, Ponta de Água, Tira Chapéu, sob a direção dos respetivos lideres comunitários, culminando no largo do Estádio da Várzea.

PC/JMV
Inforpress/Fim

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