Cabo Verde é oficialmente membro da Aliança Smart África e passa a liderar o projecto “African Submarine Fiber”

Cidade da Praia, 20 Set (Inforpress) – Cabo Verde é oficialmente membro da Aliança Smart África, anunciou hoje uma fonte oficial afirmando que o facto representa “um passo de gigante, rumo à implementação da estratégia digital nacional e africana”.

Conforme uma nota informativa do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI), com essa entrada na aliança, Cabo Verde vai assumir a liderança do projecto “African Submarine Fiber”.

Este processo de entrada de Cabo Verde na aliança, segundo a mesma fonte, foi liderado pela Direcção-Geral das Telecomunicações e Economia Digital (DGTED), em representação do Governo de Cabo Verde.

“A Smart África é um compromisso, ousado e inovador, dos Chefes de Estado e dos Governos africanos em acelerar o desenvolvimento socioeconómico sustentável no continente, introduzindo a África em uma economia do conhecimento, por meio de acesso fácil à banda larga e uso de Tecnologias de Informação e Comunicação”, lê-se.

A nota dá ainda conta que esta aliança é constituída, agora com a adesão de Cabo Verde, por 28 países e algumas organizações internacionais, a mesma tem como lema “Transformar África num mercado digital único” e como principais objectivos harmonizar políticas legais e processos regulatórios.

Criar economias de escala para gerar mais procura e condições de mercado mais favoráveis e atrair, em grande escala, investimentos para projectos TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) no continente são outros objectivos.

De acordo com o diretor-geral da DGTED, Aruna Handem, citado na mesma nota, Cabo Verde tem feito apostas consistentes e prospectivas para melhorar o desenvolvimento do país, em particular o crescimento do seu setor de TIC.

“Esses esforços recentes, tem resultado na melhoria da conectividade e na disponibilização de serviços digitais, hospedados em um ‘Data Center’ de última geração, no recém-criado Parque Tecnológico de Cabo Verde”, diz a nota.

A mesma fonte refere que uma nova visão para o sector de TIC articulou três pilares prioritários, que inclui a expansão da infra-estrutura de conectividade, melhoria da capacitação, e disponibilização de serviços digitais através do mercado regional.

A visão destaca também a importância de estabilizar e disponibilizar uma estrutura de governança e regulatória para acelerar a transformação digital do país, sendo um HUB Regional das TIC.

A aliança trabalha com um modelo através do qual cada país tem um projecto principal, com intenção de partilhar abordagens e melhores práticas com outros países. Por exemplo, Ruanda está a conduzir a iniciativa Smart Cities, e Cabo Verde, a assumir agora o projeto “African Submarine Fiber”.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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