Cabo Verde Airlines: PM diz que contrato com islandeses não é secreto e que já se encontra no Parlamento para consulta (c/áudio)

Assomada, 17 Set (Inforpress) – O primeiro-ministro afirmou hoje que o contrato assinado em Março último entre o Governo e os islandeses da Loftleidir Icelandic não é secreto e assegurou que o mesmo já se encontra no Parlamento para ser consultado.

Ulisses Correia e Silva reagia assim em Assomada, Santa Catarina, à notícia vinculada pelo jornal cabo-verdiano “A Nação”, que na edição desta quinta-feira, tem na primeira página o título onde se lê “TACV/Cabo Verde Airlines: Contrato secreto com islandeses revela meandros ruinosos para erário público”.

“Não posso estar a comentar aquilo que sai no jornal “A Nação”, sai tanta coisa e sabemos que é o jornal de que tipo de coisas que produz. Nós estamos tranquilos”, começou por dizer o líder do executivo.

“O contrato não é secreto coisa nenhuma, foi até entregue no Parlamento e pode ser consultado por aqueles que quiserem consultar. Estamos tranquilamente e à espera de concluir o processo que tem a ver com a saída da Loftleidir Icelandic para podermos retomar o processo da retoma da Cabo Verde Airlines (CVA) com sustentabilidade”, reforçou Correia e Silva.

Recentemente o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, adiantou que o Governo estabeleceu uma meta de seis meses para que a TACV, recuperada do parceiro estratégico, volte a pôr os aviões a voar.

“É essa a nossa ambição, é esse o nosso objectivo e pretendemos fazê-lo com a urgência necessária porque a TACV é uma peça essencial da estratégia de desenvolvimento da plataforma aérea que pretendemos montar em Cabo Verde e mais propriamente na ilha do Sal”, proferiu.

No início do mês de Julho deste ano a TACV, adquiriu o nome comercial de Cabo Verde Airlines (CVA) voltou ao controlo do Estado por decisão do governo, após a venda de 51% a investidores islandeses em 2019, e meados de Agosto a assembleia-geral elegeu o novo Conselho de Administração, liderado por Sara Pires.

Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

FM/HF

Inforpress/Fim

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