Cabnave/40 anos: Mais de 2.500 navios já passaram pelos estaleiros navais em quatro décadas (c/áudio)

Mindelo, 22 Nov (Inforpress) – O presidente do conselho de administração da Cabnave disse hoje à Inforpress que mais de 2.500 navios já passaram pelos estaleiros navais desde a sua criação e que só este ano prestaram serviço de reparação naval a 53 navios.

Conforme Ivan Bettencourt, que que falava em entrevista à Inforpress a propósito dos 40 anos da Cabnave, celebrados hoje, a China é o país que mais solicita os serviços da Cabnave, a segunda é Espanha e depois segue-se outras nacionalidades incluindo Cabo Verde.

“No ano passado a Cabnave recebeu mais navios internos do que internacionais por causa das datas de docagem mas no próximo ano há perspectivas de termos um bom número de docagem dos navios nacionais e também dos navios internacionais principalmente a China e Espanha”, avançou.

Uma das inovações em que vão apostar no próximo ano, para melhorar o serviço com os clientes, será a criação de uma plataforma dinâmica que permitirá aos armadores saber em tempo real o custo de facturas e como está o andamento do trabalho.

“Isso também nos permite que no próximo ano tenhamos dentro desta plataforma, e de forma gradual, conforme o crescimento do próprio negócio da Cabnave, a transparência financeira, as nossas contas em tempo real, e também vai permitir ao conselho de administração tomar as decisões mais acertadas em tempo real e ter a nossa produção mais eficiente”, explicou Ivan Bettencourt, para quem através da plataforma vão poder fazer o controlo e eficiência no uso de chapa, que é um consumível que acarreta mais custos, evitando prejuízos e trazendo benefícios financeiros à Cabnave.

Além disso, já foi criado um gabinete dedicado a questões do meio ambiente e neste pretendem fazer todo o tratamento do sistema sanitário, trocar o sistema de decapagem e torná-lo mais amigo do ambiente e utilizar as várias formas de preservar o mar.

“A Cabnave vai apadrinhar a Pedra de Doca e queremos fazer investimentos que permitam ter mais segurança, que esteja mais limpa, porque nos finais de semana é uma área que está sempre cheia de gente. Vamos fazer a limpeza com os mergulhadores internos e externos na parte de doca e a Cabnave”, explicou a mesma fonte, realçando que apesar dos investimentos previstos nessa zona da Matiota, futuramente não descarta a “deslocalização não a 100 por cento (%) da Cabnave mas de alguns serviços porque é necessário diminuir a pressão dos navios que entram na Baia do Mindelo tornando-a mais ecológica”.

Segundo o presidente do conselho de administração, a Cabnave também está a prepara-se para entrar no negócio de manutenção e reparação de estruturas de energias eólicas em parceria com uma empresa das Canárias.

“Como a Lisnave vai investir nessa área provavelmente vamos ver onde podemos encaixar nesse negócio”, informou a mesma fonte, adiantando que a empresa também tem apostado na responsabilidade social e renovou as carteiras da escola de espia, colaborou com a Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha e construiu as peneiras de limpezas de praias que podem ser adquiridas pelas câmaras municipais do País para limpar as praias.

A Cabnave foi inaugurada em 22 de Novembro de 1983 e nessa altura era um estaleiro que também tinha vocação para a construção naval. Na altura quando foi construída tinha falta de mão-de-obra, por isso desde os primeiros momentos até hoje a Cabnave tem um centro de formação que, segundo Ivan Bettencourt, em 40 anos já formou mais de 500 jovens internamente, muitos deles ainda são funcionários da empresa.

Nessas quatro décadas também fez três embarcações de pescas metálicas de dimensões de 30 metros e garantiu a sustentabilidade e a segurança da navegabilidade de todos os barcos que passam nas águas de Cabo Verde, principalmente dos que fazem as ligações internas, e os que ligam as ilhas ao mundo.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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