Brava: Grupo de jovens inicia formação de artes em cabedal para acrescentar valor aos produtos locais (c/áudio)

Nova Sintra, 05 Out (Inforpress) – Um grupo de 21 jovens iniciou hoje uma formação em “Técnica produtiva de artes em cabedal” com o intuito de pegar nos materiais locais e transformá-los em peças úteis e valiosas.

À Inforpress, a vereadora responsável pela área da Cultura, Edna Oliveira, informou que esta formação, ministrada pelo artesão Beto Diogo, surgiu de um projecto incluído no plano de actividades da Câmara Municipal da Brava, financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Deste modo, acrescentou que o projecto já se encontrava elaborado há já algum tempo, mas que o mesmo carecia de financiamento e hoje, já iniciou com um número de inscritos superior ao limite estabelecido pelo projecto que era de 18 formandos.

Financiado pelo PNUD, no valor de 500 contos, Edna Oliveira informou que ainda há duas vertentes de formações a serem ministradas dentro deste mesmo projecto, reforçando que ambas possuem como objectivo principal aproveitar os produtos existentes na ilha para “transformar em arte”.

Este projecto, conforme a mesma fonte possui o objectivo de “permitir a promoção e a redescoberta do artesanato na ilha Brava”, sendo que esta área esteve muito presente na cultura bravense no passado.

Entretanto, realçou que com a perda de algumas referências culturais e a emigração esta área acabou por ficar um pouco esquecida, sublinhando que a “autarquia possui uma visão muito positiva deste sector na ilha como uma forma também de alavancar a cultura”.

Diante do número de inscritos, a turma foi dividida em dois grupos, permitindo assim a participação de todos sem “exclusão”.

Por seu turno, o formador Beto Diogo considerou que esta formação é “eficaz”, realçando que pretende mostrar-lhes que é possível fazer artesanato local, com conteúdos locais através da pele de cabedal e que até podem introduzir algumas técnicas de renda nesta arte.

A ideia, reforçou, é “reaproveitar os produtos locais para transformá-los em obras”.

“Sendo Brava uma ilha turística possui as suas especificidades e este elemento seria uma mais-valia para a oferta do turismo na ilha”, considerou o formador.

Adelina Lopes, como muitos dos formandos presentes, disse que possui interesse em aprender tudo e qualquer coisa que pode ser possível fazer com o cabedal, mas o maior interesse é aprender a produzir sandálias.

MC/CP

Inforpress/Fim

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