Associação Cabo-verdiana de Lisboa celebra 45º aniversário da Revolução de 25 de Abril com mesa redonda

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Lisboa promove, no próximo dia 30 de Abril, uma mesa redonda sobre as repercussões das guerras coloniais e lutas de libertação nacional com a queda do regime colonial-fascista em Portugal.

O evento com o qual se pretende celebrar a Revolução de 25 de Abril, segundo uma nota informativa da Associação Cabo-verdiana de Lisboa (ACV), tem de igual modo o objectivo de abordar os efeitos dessa mesma queda na aceleração dos processos de independência e na configuração dos regimes políticos pós-coloniais nos países africanos de língua oficial portuguesa.

De acordo com a mesma fonte, serão oradores da mesma mesa redonda os académicos Augusto Nascimento e José Augusto Pereira e os antigos militantes independentistas Adolfo Maria e Tomás Medeiros.

A sessão, avança a ACV, será abrilhantada com um recital de poesia baseado na obra do vate luso-cabo-verdiano Daniel Filipe e com um recital de música de homenagem ao músico português Mário Piçarra, baseado no seu mais recente disco.

A Revolução de 25 de Abril de 1974 é também conhecida como Revolução dos Cravos, que foi um período da história de Portugal resultante do Movimento das Forças Armadas que depôs o regime ditatorial do Estado Novo.

A 25 de Abril de 1974 deu-se um golpe de Estado em Portugal que colocou um ponto final no regime ditatorial em vigência desde 1933, sistema no qual António de Oliveira Salazar foi a principal figura.

Às primeiras horas da manhã de 25 de Abril de 1974, militares de vários ramos ocuparam pontos estratégicos na capital portuguesa com o objectivo de derrubar o regime, na altura encabeçado por Marcello Caetano.

Marcello Caetano refugiou-se no Quartel do Carmo, de onde saiu sob escolta militar do capitão Salgueiro Maia, em direcção ao exílio. Nas horas seguintes foi criada a Junta de Salvação Nacional.

Toda esta acção foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto na sua maior por capitães que tinham participado na Guerra Colonial.

O símbolo do dia 25 de Abril é o cravo, a flor que a população colocou nas armas dos militares neste dia.

Após a revolução foi criada a Junta de Salvação Nacional que nomeou António de Spínola como Presidente da República e Adelino da Palma Carlos como Primeiro-Ministro.

CM/JMV

Inforpress/Fim

 

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