Associação “A Ponte” defende literacia em saúde mental e igualdade de oportunidade para as camadas sociais

Cidade da Praia, 10 Out (Inforpress) – O presidente da Associação A Ponte, José António dos Reis, defendeu hoje a necessidade de se promover a literacia em saúde mental nas escolas e igualdade de oportunidades para evitar a criação de fossos entre segmentos da população.

Este responsável defendeu esta posição em entrevista à Inforpress, a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental que se assinala anualmente a 10 de Outubro, tendo realçado que o lema deste ano “Saúde mental num mundo desigual” alerta para a necessidade de se promover a mais igualdade e menos fosso entre os que tudo têm de um lado e do outro os que nada têm.

No entender do presidente da referida associação, o mundo desigual não contribui para que haja saúde mental, daí, advogou, é preciso que as lideranças a nível global reflictam sobre a importância do desenvolvimento da economia, mas com uma perspectiva inclusiva.

Destacou a importância da celebração da efeméride que considerou ser uma componente importante da saúde humana, lembrando que não há saúde e nem sociedades saudáveis sem saúde mental.

Avaliando a situação de Cabo Verde, disse que o País está ao nível daquilo que ocorre a nível mundial, reconhecendo os esforços tem sido feito quer a nível de recursos humanos, quer na reabilitação de espaços na promoção de saúde, mas que ainda há desafios a serem ultrapassados.

“A vertente promoção de saúde é, para mim, o vector mais desafiante para aqueles que têm a responsabilidade em desenvolver políticas de saúde mental no nosso país. É preciso que as estruturas centralizadas tenham condições e meios para responder e promover a saúde mental a nível comunitário e, por essa via, trabalhar para promoção plena da cidadania em saúde e. particularmente, em saúde mental”, asseverou.

Apontou, por outro lado, que a pandemia potencializou o surgimento ou o agravamento de transtornos mentais, considerando que o impacto da pandemia alterou as relações sociais, interpessoais, familiares, profissional e que isso tem provocado situações de ansiedade, stress, medo nas pessoas.

Para José António dos Reis, o desenvolvimento de qualquer país está intimamente ligado à saúde mental, tendo realçado que as pessoas não poderão dar a sua contribuição se não estiverem em bom estado de saúde.

“Para enfrentarmos seja lá o que for temos de estar em boa saúde mental, mesmo tratando da retoma económica e de outras actividades. Não se pode fazer nada sem que a saúde esteja no seu estado de equilíbrio”, enfatizou.

A Associação “A Ponte” é uma organização não governamental criada para contribuir para a difusão de conhecimentos e atitudes que evitem práticas prejudiciais à saúde, com destaque para a saúde mental.

O Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado a 10 de Outubro.

Este dia visa chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todos os povos, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou sócio-económicas. Combater o preconceito e o estigma à volta da saúde psicológica é outro dos objetivos do dia.

Esta data foi criada em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde mental uma prioridade e defende que a questão da saúde mental não é estritamente um problema de saúde.

CM/JMV
Inforpress/Fim.

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